5 de julho de 2020

Resenha Literária #3

ELON MUSK - Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro 

Autor: Ashlee Vance

Boa noite estimados leitores,

Terceira postagem da série iniciada com minhas resenhas de livros que finalizei a leitura para incentivar/recomendar a leitura dos confrades. Para os colegas que gastarão alguns centavos de energia e banda larga, boa leitura.

A obra foi lançada em 2015 e já para adiantar, o autor citava alguns grandes projetos que estavam em andamento mas que o mundo ainda desconfiava de Musk e sua capacidade de cumprir as promessas, o que veio a calhar é que terminei a leitura a três semanas atrás e as duas principais foram cumpridas, sendo ela o envio tripulado ao espaço pela SpaceX e o recorde de carros produzidos pela Tesla. Sobre a obra, ela não foi patrocinada, ou seja não houve incentivo do mesmo, entretanto o Elon colaborou com o autor, cedeu tempo e entrevistas para a conclusão e não exigiu aprovação previa do material produzido. Sobre o autor, não conheço outras obras dele, entretanto passou a imagem de escrita neutra e sem favoritismo.

A obra mescla uma leve biografia do Musk com a criação de suas empresas. Sobre ele, de maneira bem breve, nasceu e cresceu em uma família financeiramente confortável na Africa do Sul, demonstrava característica de grande intelecto e introspecção além de grande interesse por física e mecânica. Acelerando um pouco, já na época da faculdade emigrou para o Canadá (já que ele tem nacionalidade por descendência) e logo depois acabou cursando engenharia no EUA. Os relatos era que ele tinha um nível mediano no curso mas ele mesmo contou ao escritor que não fazia questão de ser notável academicamente pois não tem qualquer vantagem entre ser aprovado com a nota máxima e a minima exigida. Durante a faculdade ele já começou a pensar em empreender na área de tecnologia já que sabia programar por contra própria e após trabalhar num banco canadense e seguiu o conselho de um chefe que ele ainda era novo e poderia ganhar muita grana com isso. 

Junto com o irmão, estudaram o que poderiam criar no surgimento da internet dos anos 90 e após um período de brainstorm, chegaram numa sacada de criar uma página de anúncios de pequenos comércios junto com um sistema arcaico de roterização (tipo um google + waze). Logo então criam a Zip2 e prematuramente conseguiram atrair a atenção de Venture Capitals, investiram pesado na empresa e por uma questão de sorte, conseguiram vende-la um pouco antes do estouro da bolha .com dos anos 2000. Aos 20 e poucos anos Elon já era milionário (uns USD 20 milhões na época).
Musk tomou gosto por empreender e a próxima aventura era criar um banco digital em plena virada do milênio em que mal tinha internet de qualidade e grande número de usuários. Assim surgiu o banco X ou coisa assim, e seguindo a regra de ouro das startups de queimar dinheiro adoidado, Musk basicamente deu all in com o dinheiro da primeira venda + recursos dos investidores de risco e entrou numa briga desenfreada com a então PayPal de Peter Thiel. Para financiar a empreitada, Musk novamente aceitou recurso de investidores Venture Capital que pelo bem do dinheiro deles, convenceram o jovem a fundir os negócios do banco X com o Paypal em vez de concorrer entre si. O fato curioso aqui é que o investidor e conselheiro era o Michael Moritz, autor e depois investidor da Sequoia que citei na resenha sobre a Apple. Daqui o resto é história, mais uns 3 anos e antes dos 30, Musk vende sua participação para o Ebay e soma algumas centenas de milhões de dólares no bolso.

Aqui para frente vem o grosso do livro, que relata em maiores detalhes o surgimento primeiramente da SpaceX e depois da Tesla e que o Musk não teve qualquer receio de colocar todos os milhões que ele tinha conseguido anteriormente e contrariando todos os conselhos de levar uma vida tranquila financeiramente. Tentando ser o mais breve possível, o cara tem uma ideia fixa que os humanos estão destruindo o planeta, e sua contribuição para evitar o apocalipse seria criar meios de povoar outro planeta (SpaceX) e utilizar veículos não poluentes (Tesla). Nesse ínterim ele também investiu pesado numa empresa de energia solar residencial (Solar City) mas não tocava o dia-a-dia como nas duas primeiras.

Minha conclusão, é que mostra um outro lado do Musk, pois minha visão é que ele era mais um showman que alguém preocupado como a viabilidade de seus negócios. O fato é que ele colocou em risco tudo o que tinha e desafiou o pensamento comum sobre a inviabilidade de suas empresas e o futuro está mostrando que ele conseguiu torna-la viáveis. Outro ponto, é sobre a personalidade de pessoas altamente dotadas, que parece ser um traço comum de difícil convivência, exatamente como relatado sobre o Steve Jobs. 

Recomendo a leitura e em breve divulgarei outro livro que finalizei na sequencia mas não divulguei pois acabei atrasando a escrita dos posts.

Abraço
Monster

30 de junho de 2020

Portfólio Monster - Junho/20

Estimados Leitores,

Em tempo e dentro do respectivo mês, divulgo a posição final do portfólio, juntamente com as movimentações dos ativos. Aproveitei para fazer algumas pequenas trocas e refinamento da carteira, maiores detalhes encontram-se abaixo.

Movimentações 
Operação Ativo Qtde.      Valor R$
Compra BRCR11 10 987,95
Compra HGRE11 10 1495,5
Compra VULC3 200 1.036,00
Compra ARZZ3 50       2.159,00
Compra ENAT3 100       1.095,00
Compra TAEE3 600      5.790,00
Venda TAEE11 209       6.058,91
Venda EGIE3 6          271,11
Venda MDIA3 7          259,74
Venda SBSP3 7          384,72
Venda IGTA3 150       5.341,50
Total de aporte líquido          247,47

Renda Passiva:

Origem Valor R$
Dividendo/JCP       81,33
Aluguel Ações   35,19
Rendimento FII      40,56
Total 157,08

Resumo:
Continuamos a refinar o portfólio, decidimos por liquidar a posição de IGTA3, mesmo considerando uma boa empresa, mas sendo racional em termos de escolha para renda, empresas de exploração imobiliária saem em desvantagem em relação aos fundos imobiliários (menores custos e carga tributária). Trocamos as units de TAEE11 por ações ordinárias (TAEE3) dado que a liquidez é razoável e não existe grande gap de preço entre as classes. Adicionamos 3 novas empresas, Arezzo (ARZZ3) e Vulcabrás (VULC3) do setor de consumo cíclico, tendo a Vulcabras um perfil de risco mais elevado. A empresa também é controlada pelos irmãos Grendene (controladores da Grendene e Even), que confio no histórico de gestão e creio que a longo prazo siga o perfil da própria Grendene. A terceira nova posição é a Enauta (ENAT3)  já venho acompanhando os balanços, dado que não sou muito fã do setor, acredito que ela junto com a PetroRio sejam as melhores e acredito que continue a performar bem. Como estamos fazendo caixa para outras demandas, vendemos um algumas ações de EGIE, MDIA e SBSP (apenas arredondei os saldos) para financiar as compras. Também já fizemos a troca de Sanepar por Cogna, e como ainda não tínhamos aportado, a troca foi apenas na lista de aportes futuros, aqui o racional é que a Sanepar é uma boa empresa mas com preço muito esticado em relação ao risco estatal, enquanto a Cogna considero uma boa empresa passando por momento ruim. E por fim, metade dos recurso da venda de Iguatemi foram para os fiis BRCR e HGRE que já estavam na lista de aportes.
Ademais, os aportes estão bem minguados, basicamente com os proventos recebidos pela carteira, remuneração de empréstimos de ações e uma merreca de dinheiro novo, neste mês pelo menos tivemos um bom recebimento de renda passiva. Do total liquido aportado (R$ 247,47), apenas R$ 90,39 foram feitos com dinheiro novo.

Carteira (Valores Fechamento 30/06)
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9 de junho de 2020

Portfólio Monster - Maio/20

Estimados Leitores,

Novamente atrasado, divulgo a posição final do portfólio, juntamente com as movimentações dos ativos. O post está atrasado já que meu planejamento é divulgar a carteira até o quinto dia útil subsequente, mas fatores alheios ao meu controle aliado a procrastinação me impediram de divulgar tempestivamente.

Movimentações:

Operação Ativo Qtde. Valor R$
Compra EVEN3  300      2.070,00
Compra HYPE3 50      1.531,50
Compra RBCO11 10         851,00
Venda WEGE3 39     -1.575,60
Venda EZTC3       59    - 1.957,66
Total de aporte líquido        919,24

Renda Passiva:

Origem     Valor R$
Dividendo/JCP        645,00
Aluguel Ações      111,68
Rendimento FII        34,56
Total        791,24

Resumo:
Continuamos a refinar o portfólio, basicamente dos fiis retirei dois que estavam na lista de aportes mas ainda não investidos e nas ações realizei algumas pequenas alterações nas escolhas dos ativos. Aumentei a posição em HYPE3, adicionei e investi em EVEN3, trata-se de outra construtora que já venho acompanhando os balanços desde que os controladores da Grendene assumiram o comando dela e os resultados já são perceptíveis. Pelo rumo que estão colocando na empresa, vejo características bem semelhantes com a Eztec e com isso decidimos tornar sócios. Como estamos fazendo caixa para outras demandas, vendi um pouco de EZTC3 e WEGE3 para financiar a compra e reduzir a concentração que ainda está alta em ambas.
Ademais, os aportes estão bem minguados, basicamente com os proventos recebidos pela carteira, remuneração de empréstimos de ações e um pequeno incremento de dinheiro novo, neste mês pelo menos tivemos um bom recebimento de renda passiva. Do total liquido aportado (R$ 919,24), apenas R$ 128,00 foram feitos com dinheiro novo e provavelmente seguiremos nessa faixa de aportes.

Carteira (Valores Fechamento 09/06)
Obs: A carteira já consolida algumas movimentações que fiz no começo deste mês que será abordado no próximo fechamento.


14 de maio de 2020

Portfólio Monster - Abril/20

Estimados Leitores,

Encerrando o sangrento mês de abril, divulgo a posição final do portfólio, juntamente com as movimentações dos ativos. O post está ligeiramente atrasado já que meu planejamento é divulgar a carteira até o quinto dia útil subsequente, mas devido a diversos alguns problemas acabei ultrapassando a data programada.

Movimentações:

Operação Ativo Qtde. Valor R$
Compra
ABEV3     14    153,20
Compra
BBDC3     36    695,88
Compra
VINO11      5    259,91
Compra
PATC11      3    268,16
Venda
TIET3   225 -  818,75
Total de aporte líquido    558,40

Renda Passiva:

Origem     Valor R$
Dividendos/JCP
          64,53
Aluguel Ações
        135,25
Rendimentos FIIs
          36,33
Total
        236,11

Resumo:

Realizamos a venda da posição de TIET3, já que a mesma estava sendo alvo de uma oferta hostil da Eneva. Basicamente não estávamos satisfeitos com qualquer que fosse o resultado, se o negocio concretizasse teríamos recebido ações da Eneva que não faz parte do nosso portfólio atual e a governança da TIET foi questionável ao não submeter a proposta aos acionista preferencialistas, dado que ela se encontra no segmento N2 da B3 que exige que os investidores preferencialistas possam votar nessa condição. A bem da verdade é que sempre achei a controladora AES CORP ruim na governança e só investíamos nela com os trocos das demais compras. A priori pretendemos substitui-la pela Neoenergia na alocação mas ainda tenho tempo para bater o martelo.
Ademais, os aportes estão bem minguados, basicamente com os proventos recebidos pela carteira, remuneração de empréstimos de ações e um pequeno incremento de dinheiro novo devido a questões de investimento em moradia e casamento. Do total liquido aportado (R$ 558,40), R$ 236,11 foram feitos com reinvestimento de proventos recebidos e provavelmente seguiremos nessa faixa de aportes.

Carteira (Valores Fechamento 14/05)
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29 de abril de 2020

Resenha Literária #2

Return to the Little Kingdom: Steve Jobs and the Creation of Apple
Autor: Michael Moritz

Boa noite Monstros,

Segunda postagem da série iniciada com minhas resenhas de livros que finalizei a leitura para incentivar/recomendar a leitura dos confrades. Para os colegas que irão queimar algumas moléculas de oxigênio, boa leitura.

A primeira edição do livro é antiga (1984 para ser exato) e foi lançado na crista da onda da primeira fase da Apple. A obra ainda tem sucesso, pois a edição do meu livro é de 2009. Sobre a obra, ela não foi patrocinada, ou seja não houve patrocínio ou colaboração da Apple e/ou de seus fundadores e segundo o autor, a mesmo gerou conflitos. Sobre o autor, repórter especializado no setor de tecnologia que acabou migrando para o venture capital (colaborou com uma das mais renovadas firmas de investimento de risco da atualidade, a Sequoia Capital).

A obra basicamente relata o surgimento da Apple, do zero na garagem dos pais do Jobs e mescla com um pouco da história pessoal dos fundadores Steve Jobs e Steve Wozniak com uma pitada de relatos de quem conviveu com eles e o desenrolar da Apple. Gostei bastante do livro mesmo sendo antigo, saber o surgimento, a decadência e a reviravolta da companhia foi interessante. A edição que escrevo neste post é atualizada com os fatos pós-1985 no qual basicamente  Jobs foi expulso da própria empresa que criara, mas teve sua participação societária diluída após diversas rodadas de aporte de capital de terceiros, o afundamento e quase falência após gestões fracassadas e pela retomada pelo Jobs da companhia em 1997 e seu inacreditável salvamento, que creio que foi o caso de turnaround mais bem-sucedido do mundo, com a criação de produtos até então inimagináveis como o Ipod e claro, o Iphone. Minha edição é atualizada até o Iphone 3 e Jobs ainda vivo, então não sei se o autor escreveu outra edição com os últimos e marcantes fatos.

Minha conclusão, muitos já devem ter lido e assistido as biografias a biografia do sujeito, como empreendedor era genial e incontestável, mas como ser humano era complexo e de difícil convivência. Também sua forte característica era encontrar e motivar as pessoas certas para as funções certas, com demandas sobre-humanas. Ele aproveitou do conhecimento técnico dos outros, tinha uma boa base de conhecimento, mas não chegava perto dos engenheiros e técnicos que participaram da criação do Vale do Silício, acidentalmente começou a produzir computadores de forma completamente amadora, e soube aproveitar do frenesi do setor nos anos 80 e também com um empurrão da sorte (aqui vai um spoiler, Jobs convenceu o Wozniak a entrar num negocio para ganhar uma grana produzindo placas-mãe para uma loja de eletrônicos, o dono disse que só tinha interesse em computadores prontos e em grande quantidade, Jobs saiu de lá com um pedido, um cheque de adiantamento de pagamento sem ter ideia de como construir um computador).

Recomendo a leitura e também estou conseguindo ler livros em inglês, que alem de forçar  o aprendizado, aumenta exponencialmente a quantidade de títulos disponíveis.

Abraço
Monster

10 de abril de 2020

Resenha Literária #1

Livro Quebra de Contrato

Boa noite investidores,

Início a série de postagens de breves resenhas de livros que finalizei a leitura. Fica a minha opinião aos colegas caso se interessem.

Partindo do início, o livro conta o surgimento, expansão e o ocaso de uma das maiores construtoras do ramo de construção pesada do país. Trata-se da Mendes Júnior e a obra foi patrocinada pelo fundador da empresa, então traz a ótica de toda a situação unicamente da empresa. Particularmente, em obras que narram conflitos, o autor no mínimo deveria dar o direito de contestação da outra parte.
A Mendes Júnior foi uma das maiores construtoras, ganhou renome internacional com obras como a hidrelétrica de Itaipu, rodovia transamazonica, Ponte Rio-niterói entre outras.
A derrocada veio no final dos anos 80, quando a empresa foi aliciada pelo governo à prestar serviço para o estado iraquiano em obras de infraestrutura num esquema maluco do governo para receber petróleo iraquiano em troca de exportação de serviços. Se vocês ficaram perplexos com os escândalos de financiamento do BNDES à países mequetrefes na era do PT, isso já ocorria desde o período militar.
Tudo ia bem, apesar da megalomania do negócio, até o sociopata do Saddam entrar em conflito com o Irã e depois de uma guerra espúria que não teve vencedores, tentou anexar o Kuwait. Resultado da estupidez, quebrou financeiramente o país e sofreu embargo de todas as potências globais.
Já a Mendes, tomou um calote gigantesco e ainda foi obrigado pelo Brasil a continuar a prestar os serviços a fim de garantir o abastecimento de petróleo brasileiro com a condição de receber diretamente do governo. Aqui a empresa tomou empréstimos com o Banco do Brasil e BNDES para compensar o calote, e o pagamento seria feito com a cessão dos recebíveis da construtora aos bancos devido pelo Iraque.
Depois disso, a história é conhecida, não recebeu de ninguém e ainda sofreu execução de cobrança dos bancos brasileiros que financiaram a empresa nesse período. A empresa foi desmantelada, liquidou todos os outros negócios e tentou rolar todas as outras dívidas assumida.
Sinceramente achei a empresa juvenil, tudo bem que o setor de construção pesada depende do governo para garantir demanda, mas se aventur num buraco daquele na fiança do governo brasileiro foi temerário. Logo depois se envolveu numa licitação para uma hidrelétrica no Nordeste que além de não receber, foi obrigada a bancar com recursos próprios pois assinaram um contrato no qual era supostamente obrigada a finalizar a obra independente de receber os pagamentos.
A empresa ainda existe mas não possui atividade operacional, apenas gerencia os passivos e aguarda os pagamentos de processos movidos contra a União que já transitaram em julgado. Para terem um ideia, a empresa é listada na bolsa, possui um patrimônio líquido negativo em quase 12 bilhões de reais. Segundo a empresa, o contencioso a receber é superior ao saldo devedor. Se esse valor será recebido só o tempo irá confirmar.
A obra valeu por narrar os períodos econômicos e políticos turbulentos que o país atravessou entre 1980-200.

Abraço
Monster

5 de abril de 2020

Desafios de 2020

Boa noite Monstros,

Em breve teremos início a terceira semana da quarentena e sem muitas perspectivas de melhoras no curto prazo. O próprio chefão da OMS começa a fazer observações sobre os impactos sociais de uma restrição tão prolongada.

No lado dos investimentos do Monster, já fiz todas as movimentações e não tenho mais recursos para novos aportes, então nem acompanhando as cotações e os movimentos da bolsas estou, e no final do mês verei o que investir, caso tenha recurso novo disponível.

O ano de 2020 já seria desafiante antes mesmo da pandemia, dado que a programação inicial era a reforma do apartamento, casamento e início da vida a dois. Daí primeiro veio a avaliação de performance no trabalho, que foi péssima e sinceramente azedou o pouco do que ainda apreciava de lá. Isso resultou em planejar minha rota de fuga que é o tópico desta postagem.

Em postagem passada já mencionei minha inclinação pelo segmento imobiliário e até hoje me arrependo de não ter escolhido alguma formação na área (engenharia civil ou arquitetura). A tempos atrás pensei seriamente em começar uma faculdade mas cheguei a conclusão que posso empreender na área sem consumir mais uns cinco anos numa faculdade sem garantias que iria ao final conseguir me inserir no ramo.

Bom, indo direto ao ponto, estou estudando, analisando e procurando meios para iniciar um projeto de construção de casas e se isso se mostrar viável, dedicar exclusivamente à isso. Basicamente já vi muitas pessoas viverem disso, mas é um ramo com muitas barreiras de entradas, sendo a maior a financeira pois o consumo de recursos é 100% up-front e com poucas formas de financiamento.

Construir em SP onde vivo é jogo de gente grande dado que apenas um bom terreno ou casa velha pode chegar facilmente na ordem do milhão. Então estou estudando a construção em loteamento ou condomínio fora de SP, entretanto próximo. Meu receio aqui é a liquidez na venda e vi que tem construtores que só constroem em loteamento então demanda creio que exista.
Do lado financeiro, estou fazendo simulações para construção de casa de até 150 metros quadrados em lote de 250-300 num custo total de 350k. Vejo casas no mesmo padrão e região sendo anunciadas na faixa de 500-550k, o que representaria um lucro bruto bem aceitável se concretizado.
Para financiar o projeto, terei que vender o outro apartamento que temos e com isso teríamos os recursos necessários.

Estou no estágio bem inicial e dependerei que diversas etapas se concretizem para que eu consiga implementar o projeto e ainda sim sem qualquer garantia de sucesso. E sobre a possibilidade de fracasso, é inerente a qualquer empreendimento e estou disposto a comprar o risco na possibilidade de livrar de uma vida profissional que me traz 0 felicidade.

Escreverei mais quando tiver novidades.
Abraço e até a próxima,

Monster

Resenha Literária #3

ELON MUSK - Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro  Autor:  Ashlee Vance Boa noite estimados leitores, Tercei...