13 de outubro de 2020

Resenha Literária #9


O Crash de 1929

Autor: Selwyn Parker
Avaliação Monster: 7/10

Estimados leitores, aqui apresento mais uma tiragem da série e desde já agradeço o tempo dispendido. O livro objeto desta resenha é conhecido pois discorre de um assunto muito debatido e analisado pelo mundo. 
O livro foi escrito por um repórter especializado em temas econômicos porem não encontrei outras obras relevantes dele.

Eu particularmente tenho uma forte inclinação por obras de história principalmente relacionadas a economia, investimentos e mercados financeiros no geral então esse livro já estava na minha lista e consegui encontra-lo no sebo que frequento pela bagatela de 9 reais.

O livro no geral é bom, bem escrito e o autor deve ter realizado muitas pesquisas pois trata-se de uma obra com diversos detalhes e aprofundamento sobre o evento. Porém a obra me decepcionou num ponto, pois eu esperava que o foco fosse os motivos e eventos que levaram ao crash em si e sobre isso creio que foi dedicado por volta 1/5 do livro. O grosso em si foi a abordagem do pós-evento nos EUA, Reino Unido e suas colônias. 

Para quem acredita que soluções estupidas criadas a toque de caixa para os problemas econômicos é exclusividade de países subdesenvolvidos e populistas Brasil, o autor traz a luz que essas "soluções" também existiram por lá e foram uma das responsáveis pelo prolongamento da crise que se arrastou pela América do Norte e Europa e tristemente foi a segunda guerra mundial que acabou revivendo a economia mundial com o esforço de guerra e sua posterior reconstrução da Europa após quase total destruição.

O livro é bom para quem gosta do assunto e rico em detalhes porém pode ser maçante para quem quer uma visão mais generalista do assunto e se o leitor também procura maiores detalhes sobre o precedente do crash da bolsa em 1929 essa obra não se aprofunda neste assunto. Aprovo e recomendo o livro aos leitores deste humilde reduto.


Abraço,
Monster

1 de outubro de 2020

Portfólio Monster - Setembro/20

Estimados Leitores,

Após finalizarmos o mês de setembro, divulgo a posição final do portfólio, juntamente com as movimentações dos ativos. Pequenas trocas a fim de refinamento da carteira foram feitas juntamente com um aporte mais robusto (considerando os últimos aportes) graças a pequena devolução do aresto mensal da folha de pagamento FGTS, o saque emergencial do FGTS liberado pelo Ministro Tchutchuca da Economia. Maiores detalhes encontram-se abaixo.

Movimentações 


Renda Passiva








Resumo
A carteira de FII recebeu reforços nas cotas que estavam mais defasadas. No portfolio de ações de longo prazo ocorreram algumas movimentações importantes, sendo a venda de total de IRBR3, que merecerá um post exclusivo com as razões da saída e felizmente sai com o preço médio de 4 centavos abaixo da compra entretanto no geral saímos no lucro considerando a remuneração de empréstimo que recebemos durante o período que mantivemos as ações e com a saída da mesma, foi incluída a SAPR3 que já estava no banco de reserva para futura escalação. Já a segunda venda foi CIEL3 mas o motivo foi uma questão técnica. Começamos a realizar algumas operações de opções a fim de remunerar a carteira e o saldo de 390 ações estavam na conta da senhora Monster que possui restrições a operar derivativos devido à questões profissionais e a solução para transferir a posição foi a venda e posterior compra na minha conta. Como a CIEL3 só desce a ladeira, usamos a grana para aumentar a carteira de FIIs e nos próximos aportes recompraremos esse saldo. Também aproveitamos para aumentar a carteira de estratégia adicionando AALR3; COGN3 e OFSA3. Todas as três encontram-se na nossa tese de empresas boas passando por período ruim. Na métrica dos proventos recebidos, mês fraquíssimo e o mais baixo da série devido ao represamento das distribuições pelas empresas e fundos e sem muita perspectiva de melhora devido ao cenário econômico do pais. 

Outro fator que vale citar é que não possuo mais qualquer restrição profissional para investimentos pessoais, voltei a estudar operações com opções e inclusive no momento temos estratégias montadas. Basicamente estratégias papai e mamãe de venda coberta de call para remunerar a carteira e lançamento de put de boas empresas que em caso de exercício não vejo problemas em telas no portfólio. Pretendo montar um controle apartado dessas operações a fim de manter um banco de prêmios embolsados como colchão para perdas de outras operações e após um determinado período, sendo este saldo positivo, destinaremos os recursos para novas compras de ações/cotas.

Carteira (Valores intraday 01/10)




3 de setembro de 2020

Resenha Literária #8

 

Making 36%: Duffer's Guide to Breaking Par in the Market Every Year, In Good Years and Bad

Autor: Terry F. Allen
Avaliação Monster: 2/10

Estimados leitores, aqui apresento mais uma tiragem da série e desde já agradeço a costumeira atenção. O livro foi comprado online então não tive a oportunidade de dar uma rápida folheada e se caso eu tivesse visto fisicamente provavelmente não teria comprado. Creio que foi um dos piores livros que li e como estou estudando o assunto acabei comprando unicamente na base da capa.
O livro foi escrito por um operador de opções que criou um serviço de newsletter na qual enviava estratégias de opções e após um certo tempo resolveu por consolida-las num livro. O fato é que mal dá para considerar como um livro pois aparentemente não houve qualquer revisão técnica ou editorial (o autor deixou claro que o criou inteiramente só inclusive foi o responsável pela impressão e distribuição.

Indo direto para a avaliação, o autor passa metade do livro dizendo que qualquer forma de investimento é ruim (qualquer mesmo, desde ações, imóveis, renda fixa e fundos) e que a melhor forma é 100% em opções. Só por aqui já é suficiente para encerrar a leitura, dada a loucura da tese. Já o pouco que sobra, o autor discorre da estratégia que é basicamente uma operação calendário, no qual após escolher um ativo objeto, que ele recomenda alguns ETFs, é comprar opções vencimento longo, acima de 18 meses e vender opção de curto prazo (até 2 meses) e tudo atm (at-the-money). A estratégia funciona se o ativo andar de lado e ganha-se no decaimento do valor das opções vendidas e a comprada fica de proteção. 
Não vejo como uma pessoa poderia colocar todos seus recursos numa estratégia dessa como o autor recomenda, mas segundo o seu histórico, essa estratégia renderia de forma "segura" 36% a.a. sendo que ele mesmo tem outros portfólios mais apimentados que rendiam de 50 a 100% a.a (a diferença seria nas escolhas dos strikes das opções vendidas). O livro é já um pouco antigo e foi revisado em 2008 no ápice do crash subprime e que segundo o autor a estratégia ainda foi vencedora. Outro ponto é que o racional técnico, riscos e o operacional é pouquíssimo abordado e cabe ao leitor ou assinar o seu serviço de recomendação que traz a operação montada ou teria que procurar maiores informações.

Minha opinião é que não perca seu tempo e dinheiro com esse livro caso queira algo sobre o tema.


Abraço,
Monster

31 de agosto de 2020

Portfólio Monster - Agosto/20

 Estimados Leitores,


Após finalizarmos 2/3 do ano, divulgo a posição final do portfólio, juntamente com as movimentações dos ativos. Pequenas trocas a fim de refinamento da carteira foram feitas, maiores detalhes encontram-se abaixo.

Movimentações 

Operação Ativo Qtde. Valor R$
Compra XPIN11 1 115,26
Compra JSRE11 4 393,84
Compra VINO11 4           230,36
Compra BRCR11 4         352,00
Compra ENBR3 17         301,30
Venda TEPP11 11    -1.006,72
Total de aporte líquido        386,04

Renda Passiva

Origem     Valor R$
Dividendo/JCP     R$ 273,02
Aluguel Ações   R$    46,71
Rendimento FII   R$   53,56
Total       373,29

Resumo:
A carteira de FII sofreu mais uma baixa do fundo TEPP11 pois como já mencionado em fechamentos anteriores, pretendemos focar em fundos bem diversificados, tanto em número de imóveis quanto em inquilinos, além de uma régua minima de capitalização (+500 milhões) e alta qualidade dos imóveis. O fundo possui uma capitalização que consideramos baixa e os prédios são antigos e de padrão inferior aos demais da carteira. O saldo foi reaplicado em 4 outros fundos já participantes da carteira e o restante oriundo da renda passiva foi apicado em ENBR3 que é a ação mais defasada no portfólio de ações. O aporte foi bancado inteiramente com a renda passiva mais o saldo em conta do mês anterior e infelizmente os próximos aportes serão feitos apenas com as rendas passivas futuras. Na métrica dos proventos recebidos, mês fraco devido ao represamento das distribuições pelas empresas e fundos e sem muita perspectiva de melhora devido ao cenário econômico do pais. 
Como os senhores podem notar temos mais uma tabela que é o portfólio "estratégia" que foi explicado no post Monster Trader (https://monsterinvestimentos.blogspot.com/2020/08/monster-trader.html). A unica alteração é que foi adicionada a empresa MYPK3 e um pequeno aumento em BRFS3 (ambos foram bancados com a pífia restituição de IR que recebi agora no último dia do mês).

Carteira (Valores Fechamento 31/08)


28 de agosto de 2020

Resenha Literária #7

 

Vendetta - American Express e a Difamação de Edmond Safra

Autor: Bryan Burrough
Avaliação Monster: 4/10

Estimados leitores, aqui apresento mais uma tiragem da série e desde já agradeço a costumeira atenção. O livro objeto desta resenha é antigo (publicado no inicio dos anos 90) e pouco conhecido aqui no país. A obra foi escrita após o escândalo corporativo envolvendo uma disputa reputacional envolvendo a American Express e o banqueiro Edmond Safra (este o irmão mais velho e líder da família Safra).

O livro foi escrito por um repórter investigativo do Wall Street Journal que passou a investigar uma retratação pública emitida pelo American Express a favor de Edmond Safra e seus bancos vinculados por possíveis informações inverídicas distribuídas para a mídia internacional por colaboradores da Amex.

Eu cheguei neste livro após procurar por algum livro que contasse a história da família Safra e dada a postura reservada desta, foi o único que encontrei. Além de ser escasso o material, por ser antigo e sem reedições, tive que rodar alguns sebos para encontra-lo. Sinceramente achei a obra fraca para o que eu procurava pois queria mesmo é saber dos negócios e bancos da família e não apenas uma disputa comercial envolvendo um dos familiares. O fato era que eu tinha uma expectativa elevada mesmo.

Indo direto ao ponto, o começo do livro foi bom, pois o autor conseguiu trazer informações sobre a origem da família Safra e seus negócios e também da própria American Express. Logo depois foi narrado o evento que deu origem ao relacionamento entre Edmond Safra e o Amex, que surgiu a partir da proposta de compra de um dos bancos de Edmond (Trade Development Bank suíço) pelo conglomerado americano. Aqui por si só já resume o resultado que essa compra teria, pois basicamente seria o seguinte, Amex compraria o TDB por uns 500 milhões de dólares em dinheiro e emitiria ações a favor Edmond e por fim, Edmond continuaria como CEO do TDB reportando ao presidente do conselho de administração da Amex no qual Safra passou a ser o maior acionista individual. Como podem imaginar tal estrutura resultaria em um forte conflito de egos, com um bilionário sendo subordinado de outra pessoa que comanda uma empresa que o próprio bilionário é o maior acionista.
Para finalizar o óbvio, o casamento se quer durou um ano, quando os atritos entre ambos selou o fim da parceria, com o Edmond Safra renunciando totalmente do TDB e vendendo suas ações da Amex para abertura de um novo banco na Suíça. 3/4 do livro trata-se dessa disputa, sendo que o Amex utilizou de técnicas de difamação publica para minar a reputação de Safra e consequentemente se proteger do novo banco a ser criado. 

No final das contas o incidente só consumiu tempo e dinheiro de ambos os lados, após um negócio que não deveria ter ocorrido sendo que o Joseph Safra, irmão de Edmond e controlador do Banco Safra no Brasil tentou convencer o irmão a não fechar o negócio e o próprio Edmond teve sua parcela de culpa em vender o banco e não ter se desvinculado totalmente do banco vendido, o que evitaria todo o imbróglio.

O livro acaba se tornando maçante pois entra nos detalhes de como o Amex tocou a campanha difamatória por meios ilegais e Safra indo até as ultimas consequências por matérias falsas publicadas em jornais obscuros de paises como Peru, México, França e Suíça. Minha recomendação é se for ler o livro, o mais interessante é ate a metade da obra que traz fatos interessantes da vida dos Safra e da Amex e a concepção do negócio entre eles. O restante é só linguiça da briga de egos.


Abraço,
Monster

21 de agosto de 2020

Monster Trader

Meu cunhado está fazendo um curso online de day-trade que promete ganhos diários de 500 reais, o ultimo Uber que utilizei o motorista tinha acabado de faturar 2 mil no mini-dólar, no metrô um mano vida-loka estava contando para o outro a grana que estava fazendo diariamente na bolsa, o youtuber especialista dos gráficos acabou de postar o vídeo apresentando a nova Porsche adquirida com seus recentes lucros e assim como é pior ver os outros ganhando dinheiro do que perder-lo tive que tomar uma posição.

O relato acima por mais que seja real, o Monster não irá se aventurar nas águas perigosas e altamente questionáveis dos ganhos instantâneos e sim em algo que a muito tempo estava estudando e nunca pude colocar em prática. Hoje o portfolio monster é composto pelo crème de la crème das ações para buy and hold (conforme parâmetros pessoais), entretanto sempre analisei empresas que não se encaixam na carteira de longo prazo mas que acredito que podem passar que alguma valorização razoável no curto/médio prazo. Essa estratégia tem um perfil mais tático e utilizando de outros critérios, o objetivo é embolsar o lucro (caso ocorra) e partir para outra oportunidade. Antes que pensem em caçador de turnaround ou da nova Magalu, diversas empresas tiveram uma boa valorização após um período ruim ou uma mudança no setor.

Mas Monster, pois logo agora nesse hype das pessoas físicas em renda variável você irá começar tal estratégia? O fato é que nos últimos 8 anos trabalhei no mercado financeiro e com isso eu tinha diversas restrições de investimentos em r.v., para montar a carteira buy and hold já era um parto, montar posição em ações que poderia ter que desfazer possivelmente em curto prazo seria fora de cogitação. Dado que tive uma mudança profissional (post futuro), não possuo mais as amarras e aliado a um CDB rendendo pífios 98% do CDI resolvi colocar em práticas algumas teses e quem sabe sair com um troco a mais. O valor investido é por volta de 3 mil e não pretendo colocar mais fundos do que isso e servirá para aprendizado. Também irei reportar este portfolio no fechamento mensal e estudarei como irei reportar os movimentos da carteira, juntamente com a tese de investimento e lucros/prejuízo. 

Abaixo segue a primeira carteira montada e o breve racional do investimento.







Banco BMG (BMGB4)
Banco BMG é um banco de pequeno porte e de nicho, no qual atua majoritariamente com empréstimos consignados de aposentados e servidores. O banco abriu o capital em 2019 e desde então amarga uma queda no valor de mercado em torno de 50%. O balanço não é catastrófico porem não chega perto do principais bancos

CVC (CVCB3)
Empresa que era redonda até levar o soco na boca do estômago do covid com os problemas nos balanços anteriores. Na minha opinião a empresa está atravessando uma tempestade perfeita, entretanto o modelo de negócios favorece a empresa, sem grandes despesas com capital físico e balanço saudável.

Burguer King (BKBR3)
Empresa passava por um forte período de crescimento e ainda assim apresentava um balanço razoável pela fase que passava. Empresas do setor de alimentos junto com o turismo foram dizimados, entretanto alimentação é produto básico e acredito que teremos uma forte recuperação do segmento para quem não quebrar. 

IMC (MEAL3)
Mesma tese acima, a diferença que a empresa já estava passando por uma reestruturação, com a entrada de sócios de peso e investimento para levar a master franquia da Pizza Hut.

Ser Educacional (SEER3)
Setor educacional sofreu bastante e a Ser foi severamente impactada mesmo tendo um balanço e caixa saudável, realizou uma oferta subsequente e possui o caixa cheio para investimentos e aquisições. 

BRF (BRFS3)
A BRF vem sofrendo a alguns anos devido especialmente a conflitos entre os controladores que derrubou a empresa, sendo que antes da mudança de gestão a empresa apresentava bons números e perspectivas. Nos últimos dois anos estava sendo colocada no rumo porem a pandemia fez seu estrago. De todas, creio que seja a mais sensível pois já estava num processo de limpeza então a crise do covid pode ser um fator considerável no curso dos negócios. Do outro lado, vejo como um setor básico que bem gerido poderá trazer bons resultados.


Abraço,
Monster

18 de agosto de 2020

Resenha Literária #6


24 Days: How Two Wall Street Journal Reporters Uncovered the Lies that Destroyed Faith in Corporate America

Autor: John R. Emshwiller; Rebecca Smith
Avaliação Monster: 9/10

Estimados leitores, aqui apresento mais uma tiragem da série e desde já agradeço a costumeira atenção. Fazendo um breve resumo do contexto, a Enron estreou um período negro na cena corporativa americana com a revelação de fraudes contábeis, inside trading e manipulação de mercado que se seguiu após o estouro da bolha ponto-com dos anos 2000 levando a reboque uma das maiores firmas de auditoria externa, a Arthur Andersen e lesando milhares de investidores e colaboradores da empresa.

O livro foi escrito por dois repórteres do Wall Street Journal que meio acidentalmente revelaram a série de falcatruas contábeis da Enron em uma sequencia de artigos no WSJ. Tratam-se de repórteres veteranos especialistas em coberturas de companhias abertas sendo que Emshwiller já era conhecido por reportagens investigativas de outras fraudes envolvendo empresas de capital aberto. O livro ficou guardado na estante por um tempo pois achei que seria de difícil leitura, entretanto me surpreendi com a facilidade do enredo, mesmo tratando de um livro que entrou nos detalhes do escândalo.

Voltando para a obra, a Enron que era um empresa de serviços públicos estilo boring, produto simples (geração, transmissão e distribuição de eletricidade e gás natural) e receita previsível que criou uma unidade de negociação de contratos futuros e derivativos que precedeu a desregulação do mercado energético americano (que levou ao caos elétrico e uma grande crise sem precedentes em diversos estados, em especial a Califórnia) e em breve período se tornou a maior negociadora do país e acabou por tornar-se a maior fonte do conglomerado e superando a atividades hard asset
O responsável dessa unidade logo tornou o CEO da Enron juntamente com seu diretor financeiro e assim começaram o desmantelamento dos ativos de geração/transmissão e distribuição para focar exclusivamente na trading e tornar-se uma empresa asset light.
Na época, a empresa era umas das queridinhas de Wall Street, que viam maravilhados o crescimento exponencial da empresa e suas técnicas modernas de gestão e seu esforço por se "livrar" da parte da antiga economia que investia nos ativos físicos que então não se via mais valor. A história começa quando o CEO Jeffrey Skilling que então agressivamente subiu a escada corporativa para o topo renúncia inexplicavelmente num dos melhores momentos da empresa no mercado. Os repórteres sem qualquer pista ou cheiro do motivo da saída começaram a pesquisar pela parte mais obvia que o mercado inteiro estava ignorando, o balanço da empresa com suas notas explicativas. 

O que se segue no livro é o início dessa investigação e por pura inocência, a dupla não conseguia entender as múltiplas e complexas transações que envolviam a empresa, com ajuda de fontes inimagináveis, como um fio solto da malha sendo puxado aos poucos, desatou a rede de manobras e fraudes contábeis que sustentava os balanços e lucros da empresa. Um breve spoiler, a empresa não fazia ideia se estava ganhando ou perdendo dinheiro com a unidade de trading, criou uma unidade de telecom que só dava prejuízo e conseguiram transformar em lucro com contabilidade criativa e esconderam dividas bilionárias em diversas subsidiárias. Tudo isso com aval e ajuda da auditoria externa e de diversos bancos de investimento e aplausos de praticamente todos os "analistas" de pesquisa de bancos e corretoras.

Se você gosta de investigação corporativa, e história de quedas fica aqui a recomendação da leitura, gostei bastante e o livro se encontra entre os melhores que já li.


Abraço,
Monster

Resenha Literária #9

O Crash de 1929 Autor: Selwyn Parker Avaliação Monster:  7 /10 Estimados leitores, aqui apresento mais uma tiragem da série e desde já agrad...